quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Medindo tempo e saudades.

1º Ano - 2005.

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Não á nada inédito: todos sabem que o tempo passa! Não foi uma característica humana a inatividade à percepção temporal. Quando percebemos, já passou... O inédito eu cito agora.

Cheguei aqui em São Luís em 2005. Menininha ‘caboca’ do mato, sem pai nem mãe pra defender, seca como um espeto e feia como o diabo em tua terra da qual não pertencia.

No Batista, fiz amizade com os Snakes. Nós nos amávamos, mas não sei o porquê dos professores não gostarem da gente. Só por que a gente conversava? Isso não é suficiente! Só por que a gente bagunçava de verdade? Também não é pra tanto! Só por que a gente ser humano, a gente tirar nota baixa e ser índio? Hum... Eles não se zangariam por tanto!

Lembro que nossos recreios eram palcos de muita brincadeira. Nas épocas de prova, ‘baixava’ um espírito infantil na gente que não tá nas escrituras! Era roba-bandeira, pega-pega, queimado, cavalinho, pata-cega... Aí vinha Gomes (Gominho) ou Paulinho (Litlle Paul) e acabava com a graça. E era sem motivos, a gente nunca quebrou nenhuma janela, não pisou em nenhum menino-do-buchão que passasse no meio, nem nada (dessa vez não tem ironia)!

Um dia, nós fomos brincar de cabra-cega escondidos na sala. Como era hora do recreio, estava fechada. Nada que um lindo chute de Marta Borges não resolvesse... uhu!... Arrastamos as cadeiras e começamos a brincar. Shenara ninguém nunca pegava por que era (é) maaaagra... Daline levou um escorregão que até hoje dói... E eu, ahahahaha! Eu caí por cima da cadeira de Débby´s, levantei. Caí de novo, levantei. Caí de novo sobre a mesma cadeira TRÊS VEZES! As coisas dela ficaram todas bagunçadas, minha perna toda roxa, meu joelho tava sem mobilidade e Chesterton, que nem estava na brincadeira, levou a culpa por tudo, tadinho!

E o dia do Oh Happy Day? Nós já estávamos no segundo ano, era pra sermos crescidinhos, né? Que naaada! Depois de tudo tramado, ninguém conseguia dormir de tanta ansiedade. Todo mundo queria que chegasse logo o domingo ensolarado para que a gente pudesse se bronzear, banhar de piscina, enfim, curtir a vida! Íamos ter várias atrações: torta na cara, futebol, campeonato de natação etc. Enfim, o grande dia chegou: chuva, chuva e... Chuva! “Where is the sun?!” Havia dois times: o vermelho e o amarelo. Na torta na cara todo mundo saiu imuuundo, as pestanas nem piscavam mais de tanta clara de ovo e anilina; no futebol, a quadra tava alagada e depois de muitos tombos, topadas e escorregões, o placar foi muita coceira vinda do mato! Haja sabão e cloro pra tirar a pira! O vermelho ganhou – os melhores, claro!

Aniversário 'surpresa' de Marcos. Digestão Cutânea e facial. Rsrsrs

Teve também o dia em que Steffany, Shenara, Carla, Bruno, Tiago e eu fomos gazear na quadra e Edilson (bandido) pegou a gente e levou-nos pra Franklin. Eu nunca menti tanto na minha vida! Menti tanto e tão bem que já começava a acreditar em mim mesma, na minha própria mentira. Carla, que era a mentirosa oficial do grupo, perdeu o posto! “Franklin, a gente foi lá fora buscar um negócio, assistimos aula! Poxa, tu acha mesmo que eu seria capaz de uma coisa dessas?!” Meu passado limpo me salvou, Biu e Tiago fugiram de Franklin, mas Kerla e Stick pegaram dois dias de suspensão... Sem contar que no dia anterior Edilson ficou feio besta correndo atrás das meninas por todo o colégio até a hora que elas conseguiram se esconder no banheiro... No dia da quadra ele descontou! Hahahahahaha

E quando tinha brincadeira de dica era só pérola sob pérola! Certa vez, a palavra era chocolate, aí surgiu como dicas cacau, doce, entre outras. Eu, inteligente que sou, gritei na maior empolgação “JUJUBA” como se existisse alguma correlação entre os dois, além da doçura. Outra, a palavra era extraterrestre e, entre as dicas, tinha nave espacial, E.T, marciano. E eu, esperta como nunca, falei “CLARK KENT”! Ai Jesus, eu não me agüento! Rsrsrsrs

Seem contar um dia praticamente inesquecível! Adivinhem: (Todos em coro) “Nunu Forebs/Guarani/ Simple Past/ Past Continuos” Aniversário surpresa de Anúzia. Todos em pé. Cantando. Dançando. Sorrindo. Comendo o bolo mais gostoso que Daline já fez. Conceição e Jesus (Christ) dando murrão no compensado, que por pouco não cai. O recreio, pequeno. O mundo pequeno. Nosso universo naquela sala infinitamente colossal frente à simples comemoração. A mais perfeita de todas. A mais inesquecível de todas.

E no churrasco da sala teve um episódio, no mínimo escrupuloso envolvendo vômitos, Taffarel e a queda de Marcos/Nay/Stick e Sheik... argh! Imaginem a cena. Não vou contar, definitivamente!

Tem outros acontecimentos que eu não mencionarei por que envolve o DPCA, processos e justiça federal. Minhas brigas com Marcos na educação física também quase viram caso de polícia. Por que não se tornaram?! Era cada caso de agressão física e verbal entre nós dois...

Ai, ai... O tempo com esse povo passou tão rápido que eu nem percebi. Coisas que aconteceram há quatro anos eu penso que foram ontem... Começamos a seguir rumos distintos. Não nos vemos mais com tanta freqüência como antes, as conversas são outras, as pessoas são outras - mesmo estando no mesmo corpo-, os rumos são outros. Os pontos de encontro não são mais nossas casas, nem a piscina de Shenara: Reviver, Litorânea,... Talvez, nunca mais nos encontraremos todos juntos novamente; talvez o MSN e o Orkut passem a não suprir toda a necessidade carnal que um simples ‘estar perto’ e um abraço pedem. Os nossos verbetes, nossos logismos, nossas frases, pérolas, enfim, serão inesquecíveis! “Kinho Day. Day mesmo!” “Que protuberância é essa na tua testa?” “H#$%¨, vai-te Phd, p***” “Como tu sois vulgar!” “ Começando agora a entrevista com Bárbara Strasser...” Essa coisa de Marcos e Carla era podre!

"Imagens valem mais que mil palavras"

Atualmente, Shenara faz Direito puxando para o lado errado; Carla é caixa dois em uma farmácia; Marcos está de vida nova em Curitiba; Steffany é a mais inteligente da ilha, está namorando ‘Momô’ e esperando a confirmação do seu primeiro lugar na UEMA; Nay faz Oceonografia na UFMA; Daline era a mulher da Thenda Lanches, mas nunca mais a vi por lá.

A vocês, amigos, só tenho a agradecer por todos esses momentos ínfimos, inesquecíveis e dignos de muita lembrança e, principalmente, sorrisos. Momentos esses que proporcionaram a mim uma melhor percepção do que fazer com a vida antes que ela acabe sem ter muitas diversões. Momentos esses que por vezes extrapolaram, por vezes deleitaram em lágrimas, risos e escândalos é uma espécie de ‘soma’ na minha vida. Uma operação sem subtração. Multiplicação é necessária sempre. A divisão? Estou concluindo agora nesse texto com todos que o leram.

Idosos e gordos. 3º Ano - 2007 - Merty, Kerla, kinho, Litlle Ney, Derling, Sheik e Stick


"E pensar que o que foi um dia nunca mais voltará, torna-se, a cada dia, um incentivo para aproveitar a vida como nunca.” Marta Borges

4 comentários:

Anúzia (nUnU) disse...

eita Martinha, que tu gosta de fazer um chorar! saudades d+ desse povo... amOOo v6 e sempre vou amar, mesmo cm a distância qrendo impedir esse gostar, lutarei muitoOOoo e cm a força de Deus venceremos e a distÂncia morrerá.
pra sempre no meu s2 os snakes ~*

NanDa disse...

Ah, os tempos de escola...
Há pouco terminei o terceiro ano. Não posso dizer que sinto toda essa nostalgia pelos tempos escolares no que concerne às pessoas com quem convivi. Isso talvez decorra do fato de eu ter migrado de escola para escola nos últimos anos escolares, o que nao permitiu a consolidação das amizades, mas encaro as poucas que fiz como um presente. Mesmo assim, sinto falta do ambiente, da possibilidade de optar pelo não-estudar sem grandes escrúpulos- hauaiah-, e principalmente, de fazer planos mirabolantes para o futuro profissional. À medida que se aproxima do fim, os planos às vezes nitidamente pouco passíveis de serem exequíveis, desmoronam e você tem que substituí-los pela realidade.
Estudei no Batista por dois anos; no João Paulo fiz o segundo ano. O comentário sobre o cafezinho na sala de Conceição extraiu boas risadas! Todo aquele que já estudou no Bat João Paulo tem que dar uma papiada na sala de Conceição... e qnto a Gomes e Paulinho? Eu era uma presença constante na sala de Gomes, hauaiah.
Mais um belo texto, Marta. Adoro o que escreves.

;*

nay disse...

não seria stella straisser??!!!
cara eu não cai no vômito,ralei minha mão na parede p/ não cair no vômito. . .
vai rolar reunião snakal,favor falar cm sheik.

she disse...

UHuahsuhsuhs... Ah, Nay não caiu no vomito ela botou o piercing de Carla na boca e.... Melhor deixar pra lá ... UHuhauhsa... Ana Amélia tem razão foi inesquecivel aquele dia da bomba, pq eu meu lembro que a gente tava ate gaziando, e o colégio tava uma loucura... Muiiito bom mesmo .... Também nunca vou me esquecer dos montinhos, era uma graça ninguém nunca pulava em cima de mim, graaças a deus... UHuahusha....Ai que saudade de ver vocÊs todo dia, de brigar com vocês, saudades de jogar a bolsa e o caderno do ultimo andar só pra matar a aula, saudade das confusoes que eu arranjava na hora do jogo ... uahsuauhaus....
" E quando o dia não passar de um retrato
Colorindo de saudade o meu quarto
Só aí vou ter certeza de fato
Que eu fui feliz

O que vai ficar na fotografia
São os laços invisíveis que havia

As cores, figuras, motivos
O sol passando sobre os amigos
Histórias, bebidas, sorrisos"